Economia Circular na Indústria

29.01.2018

economia circular

Economia Circular na Indústria

Em Dezembro último, o vice presidente da AIMMAP (Rafael Campos Pereira) publicou um artigo de opinião na Ambiente Magazine sobre o futuro da economia circular nas empresas.
Na sua opinião, já não se discute a necessidade de as empresas portuguesas terem de se preparar para a implementação desta filosofia levando em conta a sustentabilidade das suas operações, o impacto ambiental e a gestão dos seus recursos.

Sabe o que é a Economia Circular?

Economia Circular é um conceito estratégico que assenta na redução, reutilização, recuperação e reciclagem de materiais e energia.  
Inspira-se nos mecanismos dos ecossistemas naturais, que gerem os recursos a longo prazo num processo contínuo de reabsorção e reciclagem e promove um modelo económico reorganizado, através da coordenação dos sistemas de produção e consumo em circuitos fechados.
Caracteriza-se como um processo dinâmico que exige compatibilidade técnica e económica (capacidades e atividades productivas) mas que também requer enquadramento social e institucional (incentivos e valores).

 

Benefícios e potenciais impactos de uma Economia Circular 

A economia circular distingue-se como um modelo focado na manutenção do valor de produtos e materiais durante o maior período de tempo possível no ciclo económico.
Este modelo é entendido como fornecendo benefícios de curto prazo e oportunidades estratégicas de longo prazo face a desafios como:

  • Volatilidade no preço das matérias-primas e limitação dos riscos de fornecimento
  • Novas relações com o cliente, programas de retoma, novos modelos de negócio
  • Melhorar a competitividade da economia - first mover advantages
  • Contribuir para a conservação do capital natural, redução da emissões e resíduos e combate às alterações climáticas

 

Segundo Rafael Campos Pereira, a alteração dos comportmentos e práticas dos consumidores tem impacto imediato na produção, comercialização e na forma como nos relacionamos. Portanto, é premente assegurar que os círculos sejam duradouros, curtos, locais e limpos, sobretudo nas actividades industriais, pois é aí que os círculos podem atingir grandes dimensões com efeitos pertinentes no ambiente e na gestão de processos.
A maior parte das empresas industriais do sector metalúrgico e metalomecânico, onde a SISMA se engloba, são PMEs e é nessas empresas que a questão dos resíduos e da sua classificação é fundamental para a sustentabilidade das operações.

No entanto, a economia circular não significa apenas redução e valorização de resíduos, mas é também uma alavanca económica associada à inovação e à reindustrialização.

 

Em que aspectos é que a SISMA já coloca em prática esta filosofia?

  • Valorizamos os resíduos decorrentes da maquinação
    • matérias primas
    • óleos
    • etc
  • Implementámos sistemas de controlo de emissões
  • Temos políticas e práticas de redução de resíduos, bem como para a sua reutilização e reciclagem (p.ex. papel, água...)
  • Temos maior controlo sobre os consumos energéticos e a geração de energia.

 

Todos os nossos departamentos estão sensibilizados para as questões ambientais decorrentes da nossa actividade, bem como têm em atenção o impacto das suas próprias actividades diárias.

Junte-se a nós!

 

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