Utilização de RFID para acelerar processos

12.01.2018

Utilização de etiquetas RFID para acelerar processos de produção e logística

 

O que é a tecnologia RFID?

A tecnologia de RFID (Radio Frequency Identification – Identificação por Radiofrequência) é um termo genérico para as tecnologias que utilizam a frequência de rádio para captura de dados. Por isso, existem diversos métodos de identificação, mas o mais comum é armazenar um número de série que identifique uma pessoa ou um objeto, ou outra informação, num microchip.
Esta tecnologia permite a captura automática de dados, para identificação de objetos com dispositivos electrónicos, conhecidos como etiquetas electrónicas, tags, RF tags  ou transponders. Estas etiquetas emitem sinais de radiofrequência que são lidas por leitores que captam estas informações.

A tecnologia RFID existe desde a década de 40 e foi criada para complementar a tecnologia de código de barras. No entanto, a sua principal função, hoje em dia, não é simplesmente substituir o código de barras, pois trata-se de uma tecnologia de transformação que pode ajudar a:

  • reduzir desperdícios, 
  • limitar roubos, 
  • gerir inventários, 
  • simplificar a logística e 
  • aumentar a produtividade. 

 

Uma das maiores vantagens dos sistemas baseados em RFID é o facto de permitir a codificação em ambientes hostis e em produtos onde o uso de código de barras não é eficaz.

 

Muitas empresas começam a perceber o grande potencial para gerar ganhos e reduzir custos em termos de optimização de processos.
Existe uma nova abordagem a este tema que passa pela colocação de etiquetas RFID em cada componente produzido.

Uma das indústrias que começa a utilizar este método de rastreabilidade é a Indústria Automóvel, para a qual trabalhamos.
A grande variedade de componentes nesta indústria resulta em processos de produção altamente complexos. Para tornar os processos mais simples, o Fraunhofer institute for Factory Operation and Automation IFF em Magdeburg está actualmente a desenvolver um trabalho de investigação sobre a utilização de chips RFID. Em cooperação com a Mercedes-Benz Vans, foram identificados 40 componentes individuais considerados perfeitos perfeitos para iniciar a fase de teste: os colaboradores da fábrica têm equipamentos que lêem as RFID tags que foram instaladas antes do processo de montagem, fazendo com que seja imediata, por exemplo, a verificação sobre se todos os componentes do conjunto foram montados.

Em comparação com o código de barras, os chips RFID facilitam o acesso a informação tão diversa como:

  • a que modelo se destina determinado componente
  • códigos dos componentes individuais quando já se encontram montados

A Daimler vê a introdução desta tecnologia no sector como um importante elemento da digitalização total da produção em série da Sprinter (apontada pela Mercedes-Benz para 2025).

 

Fonte: http://www.hannovermesse.de

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